O segundo trimestre da gravidez é uma fase de grandes mudanças. Entre aproximadamente a 14ª e a 27ª semana de gestação, o bebê passa por intenso crescimento e amadurecimento, enquanto o acompanhamento pré-natal começa a se concentrar cada vez mais na avaliação da anatomia fetal, no crescimento, na placenta e na identificação de possíveis complicações maternas.
É também nesse período que são realizados alguns dos exames mais conhecidos da gestação, como o ultrassom morfológico do segundo trimestre e o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG 75 g), popularmente chamado de curva glicêmica.
Entretanto, não existe uma lista absolutamente idêntica de exames para todas as gestantes. O cronograma depende dos resultados obtidos no primeiro trimestre, da idade gestacional, do histórico clínico, do risco obstétrico e do protocolo adotado pelo serviço responsável pelo pré-natal.
Por isso, mais importante do que simplesmente saber quais são os exames do segundo trimestre da gravidez é compreender quando eles costumam ser solicitados e o que cada resultado procura avaliar.
Cronograma dos exames do segundo trimestre da gravidez
A tabela abaixo apresenta uma visão geral. As semanas podem variar conforme a avaliação do obstetra e o protocolo assistencial.
| Exames e avaliações que podem ser realizados | Principal objetivo |
|---|---|
| 14 a 18 semanas: Revisão dos exames do primeiro trimestre e repetição de exames específicos quando indicada | Identificar alterações que precisam de acompanhamento |
| 18 a 24 semanas: Ultrassom morfológico do segundo trimestre | Avaliar detalhadamente a anatomia e o desenvolvimento fetal |
| 18 a 24 semanas: Cervicometria por ultrassonografia transvaginal, quando realizada | Avaliar o comprimento do colo uterino e o risco de parto prematuro |
| 24 a 28 semanas: TOTG 75 g — curva glicêmica | Investigar diabetes mellitus gestacional |
| Próximo de 28 semanas: Hemograma e outros exames laboratoriais conforme protocolo | Pesquisar principalmente anemia e alterações hematológicas |
| Ao longo do trimestre: EAS, urocultura e sorologias quando indicados | Pesquisar infecção urinária e determinadas infecções maternas |
| Casos selecionados: Ecocardiograma fetal, amniocentese e exames complementares | Investigar riscos ou alterações específicas |
A ultrassonografia morfológica de rotina do segundo trimestre pode ser realizada aproximadamente entre 18 e 24 semanas, de acordo com aspectos técnicos e protocolos locais. A ISUOG estabelece essa faixa como adequada para o exame anatômico fetal do meio da gestação.
Quais exames são obrigatórios no segundo trimestre da gravidez?
Essa é uma das dúvidas mais frequentes das gestantes, mas a palavra “obrigatório” deve ser utilizada com cautela.
Existem exames amplamente recomendados no acompanhamento pré-natal, mas o pedido médico precisa considerar cada gestação individualmente. Uma gestante com pré-natal de baixo risco e exames iniciais normais pode ter um cronograma diferente daquela que apresenta diabetes, hipertensão, anemia, infecção, gravidez gemelar ou histórico de parto prematuro.
O Ministério da Saúde inclui no acompanhamento pré-natal exames como hemograma, tipagem sanguínea e fator Rh, avaliação para infecções, urina e investigação da glicemia, entre outros. O momento de repetição pode depender do resultado anterior e do protocolo utilizado.
Portanto, a ausência de determinado exame em uma semana específica não significa necessariamente que o pré-natal esteja incompleto.
Ultrassom morfológico do segundo trimestre
O ultrassom morfológico do segundo trimestre é uma das avaliações mais importantes desse período da gestação.
Diferentemente de uma ultrassonografia obstétrica voltada principalmente para vitalidade, posição ou crescimento, o exame morfológico realiza uma avaliação sistemática de diversas estruturas anatômicas fetais.
As diretrizes atualizadas da International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology (ISUOG) indicam que o exame do meio da gestação tem como principal finalidade a avaliação anatômica do feto.
Quando fazer o ultrassom morfológico do segundo trimestre?
A janela utilizada pode variar um pouco de acordo com o protocolo.
A ISUOG considera que o exame de rotina do segundo trimestre pode ser realizado aproximadamente entre 18 e 24 semanas de gestação. Muitos serviços concentram a realização por volta de 20 a 24 semanas.
Realizar o exame dentro da janela indicada é importante porque o desenvolvimento fetal já permite observar diversas estruturas com maior detalhamento.
O que é avaliado no ultrassom morfológico?
O exame procura analisar sistematicamente diferentes partes do organismo fetal, incluindo:
- Crânio e estruturas cerebrais;
- Face;
- Coluna vertebral;
- Tórax;
- Coração;
- Abdome;
- Estômago;
- Rins;
- Bexiga;
- Braços e pernas;
- Mãos e pés, conforme possibilidade técnica;
- Cordão umbilical;
- Placenta;
- Quantidade de líquido amniótico;
- Biometria fetal.
A ultrassonografia também permite registrar medidas do bebê que ajudam a verificar se o tamanho observado é compatível com a idade gestacional.
A localização da placenta é outro dado relevante. Quando ela está próxima ou sobre o colo uterino, por exemplo, pode ser necessário acompanhamento ultrassonográfico posterior.
É importante destacar que um ultrassom morfológico normal não consegue excluir 100% das doenças ou malformações fetais. Algumas alterações são pequenas, surgem mais tarde na gravidez ou podem não ser visualizadas devido à posição fetal, características maternas ou limitações técnicas do exame.
É possível descobrir o sexo no ultrassom morfológico?
Na maioria das vezes, a genitália externa pode ser observada durante a ultrassonografia do segundo trimestre, quando a posição do bebê permite.
Entretanto, determinar o sexo fetal não é o objetivo principal do morfológico. A prioridade é a avaliação anatômica e do desenvolvimento do bebê.
A visualização também pode ser dificultada pela posição fetal ou por outros fatores técnicos.
Cervicometria: avaliação do colo do útero
Outro exame que pode ser realizado nessa fase é a cervicometria, que mede o comprimento do colo uterino pela ultrassonografia transvaginal.
A avaliação do comprimento cervical é utilizada para identificar gestantes com maior risco de parto prematuro espontâneo. Diretrizes da ISUOG descrevem a ultrassonografia transvaginal como a técnica de referência para essa avaliação e consideram particularmente relevante a medição realizada entre aproximadamente 18 e 24 semanas.
A FEBRASGO também destaca que a ultrassonografia do segundo trimestre pode ser complementada pela avaliação transvaginal do colo uterino para estimativa do risco de prematuridade.
Colo do útero curto significa que o bebê nascerá prematuro?
Não necessariamente.
A cervicometria é um exame de avaliação de risco, e não uma previsão exata da data do parto.
Quando é identificado um colo uterino mais curto do que o esperado, o obstetra considera o comprimento medido, a idade gestacional, o histórico de parto prematuro, características da gestação e outros fatores antes de definir a conduta.
Diretrizes internacionais utilizam frequentemente 25 mm ou menos como um dos pontos de referência clínicos para colo curto em gestações únicas assintomáticas avaliadas por ultrassonografia transvaginal no meio da gestação.
Curva glicêmica na gravidez: o TOTG 75 g
Outro exame central do segundo trimestre é o Teste Oral de Tolerância à Glicose com 75 gramas de glicose, conhecido pelas siglas TOTG ou OGTT.
Popularmente, o exame também é chamado de curva glicêmica na gravidez.
Seu objetivo é avaliar como o organismo materno responde a uma quantidade padronizada de glicose e identificar mulheres que desenvolveram diabetes mellitus gestacional (DMG).
O aumento progressivo da resistência à insulina durante a gestação explica por que muitas alterações glicêmicas se tornam mais evidentes justamente na segunda metade da gravidez.
Estudos como o HAPO (Hyperglycemia and Adverse Pregnancy Outcomes) demonstraram uma associação contínua entre aumento da glicemia materna e determinados desfechos obstétricos e neonatais, mesmo em faixas inferiores às utilizadas anteriormente para definir diabetes. Essas evidências contribuíram para o desenvolvimento dos critérios modernos de diabetes gestacional.
Quando fazer a curva glicêmica na gravidez?
A janela clássica para rastreamento do diabetes gestacional é entre 24 e 28 semanas de gestação quando diabetes ou hiperglicemia significativa não foram identificados anteriormente.
As recomendações de 2026 da American Diabetes Association mantêm o rastreamento de diabetes gestacional entre 24 e 28 semanas para gestantes que não tiveram diabetes ou alteração glicêmica de alto risco identificada mais cedo.
Protocolos brasileiros também adotam amplamente o TOTG com 75 g entre 24 e 28 semanas para mulheres com glicemia inicial abaixo dos critérios diagnósticos de diabetes gestacional.
Como é feito o TOTG 75 g?
O protocolo utilizado no Brasil normalmente envolve:
- coleta de glicemia em jejum;
- ingestão de solução contendo 75 g de glicose;
- nova coleta após 1 hora;
- nova coleta após 2 horas.
Protocolos nacionais recomendam geralmente jejum de 8 a 14 horas antes do exame. A paciente deve seguir especificamente as orientações fornecidas pelo laboratório onde fará a coleta.
Durante o teste, normalmente é necessário permanecer no laboratório até a última coleta e evitar alimentação ou atividade física que possa interferir no resultado.
Valores de referência do TOTG 75 g na gravidez
Nos critérios de uma etapa utilizados amplamente no Brasil, considera-se alterado o TOTG quando pelo menos um dos seguintes valores é atingido ou ultrapassado:
| Momento da coleta | Valor de referência para diagnóstico |
|---|---|
| Jejum | ≥ 92 mg/dL |
| 1 hora | ≥ 180 mg/dL |
| 2 horas | ≥ 153 mg/dL |
Esses limites derivam dos critérios desenvolvidos a partir das evidências do estudo HAPO e das recomendações da International Association of Diabetes and Pregnancy Study Groups (IADPSG). Protocolos brasileiros utilizam os mesmos pontos de corte para o TOTG de 75 g entre 24 e 28 semanas.
Atenção: outros países e sociedades médicas podem utilizar estratégias diferentes de rastreamento, incluindo métodos em duas etapas. Por isso, o resultado deve ser interpretado conforme o protocolo utilizado pelo laboratório e pelo serviço obstétrico.
O que acontece quando a curva glicêmica dá alterada?
Um resultado compatível com diabetes gestacional não significa, por si só, que haverá uma complicação na gravidez.
Ele indica que a gestante precisa de acompanhamento específico para controlar a glicemia e reduzir riscos.
A conduta pode envolver orientação alimentar individualizada, atividade física quando não houver contraindicação obstétrica, monitoramento da glicemia e, em determinadas situações, tratamento medicamentoso.
Estudos clínicos demonstraram que identificar e tratar diabetes gestacional pode melhorar determinados desfechos maternos e perinatais.
É normal sentir enjoo durante a curva glicêmica?
Algumas gestantes apresentam náusea, mal-estar ou desconforto após ingerir a solução concentrada de glicose.
Caso ocorra vômito, o teste pode precisar ser interrompido e reagendado, dependendo do momento em que aconteceu e do protocolo do laboratório.
A paciente não deve tentar modificar a solução, ingerir alimentos ou tomar medicamentos por conta própria durante o exame para tentar evitar os sintomas, pois isso pode comprometer o procedimento.
Hemograma completo no segundo trimestre
O hemograma é um dos exames laboratoriais fundamentais durante a gestação.
Entre outras informações, ele fornece dados sobre:
- hemoglobina;
- hematócrito;
- número e características das hemácias;
- leucócitos;
- plaquetas.
Uma de suas principais funções no acompanhamento pré-natal é pesquisar anemia, condição relativamente frequente durante a gravidez.
A interpretação deve levar em consideração as alterações fisiológicas da gestação. O aumento do volume plasmático materno pode produzir uma redução relativa da concentração de hemoglobina e hematócrito, fenômeno conhecido como hemodiluição fisiológica.
Por isso, o resultado não deve ser analisado apenas comparando-o aos valores de referência de uma pessoa não grávida.
Diversos protocolos brasileiros repetem o hemograma próximo ao final do segundo trimestre ou no início do terceiro, frequentemente em torno de 28 semanas.
Urina tipo 1 (EAS) e urocultura na gravidez
A gravidez favorece alterações no sistema urinário que tornam importante a atenção às infecções urinárias.
O EAS, também chamado de urina tipo 1, pode demonstrar leucócitos, hemácias, nitrito, proteínas e outras alterações.
Já a urocultura procura identificar crescimento bacteriano significativo e permite diagnosticar a chamada bacteriúria assintomática, situação em que existem bactérias na urina mesmo sem ardência, dor ou outros sintomas típicos de infecção urinária.
Esse diagnóstico é especialmente relevante durante a gravidez porque a bacteriúria pode evoluir para infecção urinária mais importante, incluindo pielonefrite. Revisões sistemáticas também associam seu tratamento à redução do risco de pielonefrite, embora a certeza das evidências varie para alguns desfechos obstétricos.
A necessidade de repetir EAS ou urocultura no segundo trimestre depende do resultado inicial, do histórico da paciente, da presença de sintomas e do protocolo do pré-natal.
Sorologias no segundo trimestre
As sorologias realizadas durante a gestação procuram identificar infecções que podem afetar a mãe, o feto ou o recém-nascido.
Entre as avaliações utilizadas no pré-natal estão testes relacionados a:
- sífilis;
- HIV;
- hepatite B;
- hepatite C, conforme protocolo;
- toxoplasmose.
Entretanto, nem todas precisam ser repetidas exatamente no mesmo momento em todas as gestantes.
Por exemplo, gestantes suscetíveis à toxoplasmose podem precisar de acompanhamento sorológico periódico conforme o protocolo adotado. HIV e sífilis também possuem estratégias de repetição ao longo da gestação, especialmente próximo ao terceiro trimestre e em situações de maior risco.
Por esse motivo, o pedido deve considerar os resultados anteriores e as recomendações do serviço que acompanha a gestante.
Coombs indireto e gestante Rh negativo
A tipagem sanguínea e o fator Rh são avaliados no início do pré-natal.
Quando a gestante é RhD negativa, é necessário avaliar a possibilidade de formação de anticorpos contra hemácias fetais. Um dos exames utilizados é a pesquisa de anticorpos irregulares, frequentemente denominada Coombs indireto.
Quando a gestante é Rh negativo, a pesquisa de anticorpos ajuda a identificar possível sensibilização materna. Entenda em detalhes quando fazer o exame, o que significa positivo ou negativo e sua relação com a imunoglobulina anti-D em nosso guia sobre Coombs indireto na gravidez.
O Ministério da Saúde destaca a importância dessa avaliação durante o pré-natal de gestantes Rh negativo, especialmente quando existe possibilidade de o feto ser Rh positivo.
Um resultado positivo precisa ser analisado cuidadosamente porque é necessário identificar qual anticorpo está presente e avaliar sua relevância clínica.
Já uma gestante RhD negativa não sensibilizada pode ter indicação de imunoglobulina anti-D, de acordo com idade gestacional, situações de risco de hemorragia feto-materna e protocolo obstétrico.
Portanto, o Coombs indireto não deve ser interpretado isoladamente.
Ecocardiograma fetal: toda gestante precisa fazer?
Não.
O ecocardiograma fetal é uma avaliação especializada da anatomia e do funcionamento do coração do bebê e costuma ser solicitado quando existe uma indicação clínica específica.
Entre situações que podem justificar avaliação cardíaca fetal especializada estão determinadas alterações observadas no ultrassom, suspeita de cardiopatia, algumas condições maternas, diabetes pré-gestacional, histórico familiar relevante de cardiopatia congênita e outros fatores de risco.
As recomendações atualizadas da American Society of Echocardiography reforçam que o exame deve ser direcionado principalmente às gestações em que existe maior risco ou suspeita de doença cardiovascular fetal.
Ter diabetes gestacional diagnosticado somente na segunda metade da gravidez não significa automaticamente que toda paciente precisará de ecocardiograma fetal. A decisão depende do contexto clínico.
Amniocentese: quando pode ser indicada?
A amniocentese é um procedimento invasivo no qual uma pequena quantidade de líquido amniótico é obtida sob orientação ultrassonográfica para realização de determinados exames.
Ela pode ser considerada, por exemplo, quando existe necessidade de diagnóstico genético fetal após alterações em exames de rastreamento, anomalias ultrassonográficas ou situações clínicas específicas.
É importante diferenciar rastreamento de diagnóstico.
Exames como alguns testes de DNA fetal podem estimar o risco de alterações cromossômicas, enquanto exames invasivos permitem investigação diagnóstica por técnicas genéticas específicas.
A amniocentese geralmente não deve ser realizada antes de 15 semanas completas de gestação. Segundo o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, quando executada por profissional experiente, o risco adicional de perda gestacional relacionado ao procedimento provavelmente é inferior a 0,5%.
A decisão deve ocorrer após aconselhamento individualizado sobre benefícios, limitações, alternativas e riscos.
O segundo trimestre também exige acompanhamento da pressão arterial
Embora não seja um exame laboratorial, a medição da pressão arterial em cada consulta de pré-natal continua sendo essencial.
Alterações hipertensivas podem surgir durante a gestação, e a avaliação clínica não deve ser substituída pelos exames laboratoriais ou pela ultrassonografia.
Dependendo da pressão arterial, dos sintomas e dos fatores de risco, o obstetra pode solicitar exames adicionais, incluindo avaliação de função renal, hepática, hemograma, plaquetas e pesquisa de proteinúria.
Preciso fazer todos os exames exatamente na semana indicada?
Não.
As semanas apresentadas funcionam como janelas de referência, e não como datas rígidas.
O ultrassom morfológico possui uma janela adequada para análise anatômica; o TOTG possui uma fase ideal para investigação do diabetes gestacional; outros exames, porém, podem ser antecipados, repetidos ou acrescentados de acordo com cada caso.
Uma gestante que começou o pré-natal tardiamente, por exemplo, pode precisar realizar em conjunto exames que normalmente teriam sido solicitados em etapas anteriores.
Da mesma forma, gravidez gemelar, hipertensão, diabetes, doença renal, alterações da tireoide, doenças autoimunes, histórico de parto prematuro ou alterações ultrassonográficas podem exigir um calendário diferente.
O que levar à consulta de pré-natal?
Uma boa organização facilita a comparação entre os resultados ao longo da gestação.
É recomendável manter disponíveis os laudos dos exames laboratoriais e ultrassonográficos anteriores, a carteira de vacinação e a documentação do pré-natal.
O médico ou profissional responsável consegue, dessa forma, acompanhar tendências, verificar exames pendentes e definir o momento mais adequado para novas avaliações.
Conclusão
Os exames do segundo trimestre da gravidez têm objetivos diferentes e complementares.
O ultrassom morfológico avalia detalhadamente a anatomia fetal. A cervicometria pode ajudar a identificar maior risco de parto prematuro. O TOTG com 75 g, realizado geralmente entre 24 e 28 semanas, é fundamental para investigação do diabetes gestacional.
Hemograma, urina, urocultura, sorologias e pesquisa de anticorpos também podem fazer parte desse período, dependendo do calendário do pré-natal e dos resultados anteriores.
Já exames como ecocardiograma fetal e amniocentese não são exames de rotina para todas as gestantes e possuem indicações específicas.
O ponto principal é entender que o cronograma deve ser personalizado. Nenhum resultado deve ser interpretado isoladamente: idade gestacional, histórico materno, exames anteriores e avaliação obstétrica precisam ser considerados em conjunto.
Manter o pré-natal regular e apresentar os resultados em cada consulta permite identificar alterações precocemente e definir, quando necessário, estratégias de acompanhamento para proteger a saúde materna e fetal.

Lincoln Soledade, – Biomédico CRBM 41556/ES. Mestrando em Gestão em Saúde Pública. Especialista em Patologia Clínica e pós-graduado em Estética Avançada, atua desde 2018 na área de diagnóstico clínico hospitalar. Ao longo de sua trajetória, tem se dedicado à aplicação rigorosa do conhecimento científico para promover diagnósticos precisos, contribuindo significativamente para a qualidade do cuidado em saúde.
