Exames do Segundo Trimestre da Gravidez: quais fazer e quando

Mulher gestante realizando coleta de sangue para exames do segundo trimestre da gravidez em laboratório.

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O segundo trimestre da gravidez, aproximadamente entre a 14ª e a 27ª semana, costuma ser uma fase de grandes mudanças. O bebê cresce rapidamente, sua anatomia pode ser observada com mais detalhes no ultrassom e alguns exames importantes do pré-natal passam a ter uma janela específica para realização.

É nesse período, por exemplo, que costuma ser feito o ultrassom morfológico do segundo trimestre e, entre a 24ª e a 28ª semana, entra um dos principais exames laboratoriais dessa fase: o Teste Oral de Tolerância à Glicose com 75 g (TOTG) para investigação do diabetes gestacional.

Além disso, gestantes com fator Rh negativo podem continuar o acompanhamento com Coombs indireto, mulheres suscetíveis à toxoplasmose podem precisar repetir a sorologia e outros exames são solicitados conforme os resultados anteriores, sintomas, fatores de risco e protocolo adotado pelo serviço de pré-natal.

Entretanto, considero importante esclarecer desde o início:

Não existe uma lista absolutamente idêntica de exames do segundo trimestre para todas as gestantes.

Na prática, o cronograma precisa considerar a idade gestacional, o histórico clínico, os resultados do primeiro trimestre e se estamos diante de uma gestação de risco habitual ou de alto risco.

Por isso, mais importante do que simplesmente acumular exames é realizar o exame adequado, na janela gestacional correta e interpretar o resultado dentro do contexto da gravidez.

Se você ainda está no início da gestação, consulte também nosso guia sobre Exames do Primeiro Trimestre da Gravidez.

Exames do segundo trimestre da gravidez por semana

Organizar as principais avaliações por idade gestacional facilita bastante a compreensão dessa etapa.

Período aproximadoExames e avaliações que podem ser realizados
14–18 semanasContinuidade do pré-natal e repetição de exames específicos conforme resultados anteriores
18–24 semanasUltrassom morfológico do segundo trimestre
18–24 semanasCervicometria por ultrassonografia transvaginal, quando indicada ou prevista no protocolo
24–28 semanasTOTG com 75 g para investigação de diabetes gestacional
Ao longo do trimestreCoombs indireto, toxoplasmose, EAS, urocultura e outros exames conforme indicação
Próximo de 28 semanasHemograma e avaliações que fazem a transição para o terceiro trimestre, conforme protocolo
Casos selecionadosDoppler, ecocardiograma fetal, exames genéticos e outras avaliações especializadas

As semanas funcionam como janelas de referência, e não como datas rígidas.

Uma gestante que iniciou o pré-natal mais tarde, por exemplo, pode precisar realizar exames de etapas anteriores. Da mesma forma, gravidez gemelar, diabetes, hipertensão, alterações da tireoide ou achados ultrassonográficos podem modificar completamente o cronograma.

Quais exames são obrigatórios no segundo trimestre?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes, mas eu utilizaria a palavra “obrigatório” com cautela.

Existem exames amplamente recomendados durante o acompanhamento pré-natal. Entretanto, não significa que todas as mulheres precisem repetir exatamente os mesmos exames na mesma semana.

Uma gestante com exames iniciais normais e gravidez de risco habitual poderá ter um cronograma diferente daquela que apresenta:

  • Anemia;
  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Infecção urinária;
  • Doença da tireoide;
  • Gravidez gemelar;
  • Histórico de parto prematuro;
  • Aloimunização eritrocitária;
  • Alterações encontradas no ultrassom.

Portanto, a ausência de um exame específico em determinada semana não significa automaticamente que o pré-natal esteja incompleto.

Como são feitas as coletas dos exames do segundo trimestre?

Esse é um ponto prático que considero fundamental explicar.

Nem todos os exames dessa fase utilizam o mesmo tipo de amostra.

Exames de sangue

Exames como hemograma, Coombs indireto, toxoplasmose e outras sorologias normalmente são realizados por punção venosa no braço da gestante.

Uma pequena quantidade de sangue é coletada em um ou mais tubos adequados aos testes solicitados e encaminhada ao laboratório.

O preparo varia conforme o conjunto de exames. Hemograma ou Coombs isoladamente, por exemplo, geralmente não exigem jejum, mas outro teste realizado na mesma coleta pode exigir preparação específica.

TOTG 75 g

O TOTG exige uma sequência diferente.

A gestante realiza uma coleta de sangue em jejum, ingere uma solução contendo 75 g de glicose e permanece no laboratório para novas coletas, geralmente após 1 hora e 2 horas.

Por isso, esse exame exige planejamento e permanência maior no serviço de coleta.

EAS e urocultura

São realizados com amostra de urina.

Quando é solicitada urocultura, seguir corretamente as orientações de higiene e coleta fornecidas pelo laboratório é especialmente importante para reduzir o risco de contaminação da amostra.

Ultrassonografias

Ultrassom morfológico, cervicometria e Doppler são exames de imagem e não envolvem coleta de sangue ou urina.

Do ponto de vista pré-analítico, eu sempre considero importante que a gestante confirme com o laboratório ou serviço de imagem se existe algum preparo específico para os exames que realizará naquele dia.

Ultrassom morfológico do segundo trimestre

O ultrassom morfológico do segundo trimestre é uma das avaliações mais importantes dessa etapa.

Seu objetivo principal é realizar uma avaliação sistemática da anatomia fetal.

Entre as estruturas analisadas podem estar:

  • Cérebro e crânio;
  • Face;
  • Coluna;
  • Coração;
  • Tórax;
  • Abdome;
  • Estômago;
  • Rins e bexiga;
  • Membros;
  • Cordão umbilical;
  • Placenta;
  • Líquido amniótico;
  • Biometria fetal.

A janela pode variar conforme o protocolo, sendo frequente encontrar recomendações entre aproximadamente 18 e 24 semanas.

Porém, como já temos um artigo exclusivamente dedicado a esse exame, não considero interessante transformar esta página em uma segunda versão completa do mesmo tema.

Para saber quando fazer, o que o exame avalia e quais são suas limitações, veja:

Ultrassom Morfológico do Segundo Trimestre: Quando Fazer e o Que Detecta

Morfológico normal exclui todas as alterações?

Não.

O ultrassom morfológico é uma ferramenta de rastreamento anatômico muito importante, mas nenhuma ultrassonografia consegue excluir todas as doenças ou malformações possíveis.

A visualização depende, entre outros fatores, da idade gestacional, posição fetal, alteração pesquisada, características maternas, equipamento e condições técnicas do exame.

Cervicometria: avaliação do colo do útero

Um ponto útil do segundo artigo que eu manteria nesta versão consolidada é a cervicometria.

Esse exame mede o comprimento do colo uterino, normalmente por ultrassonografia transvaginal.

A avaliação pode ser utilizada para identificar gestantes com maior risco de parto prematuro espontâneo, especialmente dentro de determinados protocolos e situações clínicas.

A cervicometria pode ser realizada durante a mesma fase em que ocorre o ultrassom morfológico, frequentemente entre aproximadamente 18 e 24 semanas.

Entretanto:

colo uterino curto não significa que o parto prematuro necessariamente acontecerá.

O resultado representa um elemento de avaliação de risco e precisa ser interpretado junto da idade gestacional, histórico obstétrico e outras características da gravidez.

TOTG 75 g entre 24 e 28 semanas

Entre a 24ª e a 28ª semana, ganha destaque o Teste Oral de Tolerância à Glicose com 75 g, conhecido como TOTG ou curva glicêmica.

O exame é utilizado para investigar diabetes mellitus gestacional.

Conforme a gravidez progride, hormônios relacionados à placenta contribuem para o aumento fisiológico da resistência à insulina. Algumas gestantes conseguem compensar essa mudança, enquanto outras desenvolvem alterações glicêmicas.

O procedimento normalmente inclui:

  1. Coleta de sangue em jejum;
  2. Ingestão de 75 g de glicose;
  3. Coleta após 1 hora;
  4. Coleta após 2 horas.

Como acabamos de criar um conteúdo específico e aprofundado sobre o exame, todos os detalhes sobre preparo, coleta, valores de 92, 180 e 153 mg/dL e interpretação devem ficar concentrados nele:

TOTG na Gravidez: Valores, Preparo e Resultado

Também temos um conteúdo específico sobre Diabetes Gestacional.

Se minha glicemia no início da gravidez estava normal, ainda posso precisar do TOTG?

Sim.

A glicemia realizada no início da gestação e o TOTG entre 24 e 28 semanas avaliam momentos metabólicos diferentes.

Uma gestante pode apresentar glicemia adequada no primeiro trimestre e desenvolver alterações posteriormente, conforme aumenta a resistência à insulina relacionada à gravidez.

Por isso, uma glicemia inicial normal não elimina automaticamente a necessidade de avaliação posterior.

Coombs indireto no segundo trimestre

O Coombs indireto, ou teste indireto da antiglobulina, pesquisa anticorpos maternos capazes de reagir contra antígenos das hemácias.

Sua importância durante o pré-natal é particularmente conhecida em gestantes com fator Rh negativo.

Quando a pesquisa inicial é negativa, novas avaliações podem ser necessárias conforme o protocolo adotado.

Entretanto, o resultado deve ser interpretado com mais profundidade do que simplesmente:

Positivo = problema.

Ou

Negativo = sem risco.

Um resultado positivo precisa ser seguido pela identificação do anticorpo e avaliação de sua relevância clínica.

Criamos um conteúdo específico justamente para esse tema:

Coombs Indireto na Gravidez: Quando Fazer e Resultado Positivo ou Negativo

E a imunoglobulina anti-D?

Em gestantes RhD negativas não sensibilizadas, a imunoglobulina anti-D pode ser utilizada de forma profilática, conforme a situação obstétrica e o protocolo.

Uma correção técnica que sempre considero importante:

anti-D é uma imunoglobulina, e não uma vacina.

Além disso, o anti-D administrado profilaticamente pode ser detectado posteriormente em exames laboratoriais, razão pela qual a data da aplicação é uma informação importante na interpretação imuno-hematológica.

Toxoplasmose precisa ser repetida no segundo trimestre?

Depende da avaliação realizada anteriormente.

Uma gestante com evidência de imunidade prévia não segue necessariamente o mesmo acompanhamento de uma gestante considerada suscetível.

Quando a avaliação inicial demonstra IgG não reagente, indicando suscetibilidade, a sorologia pode precisar ser repetida durante a gestação, conforme o protocolo.

Para aprofundar a interpretação de IgG e IgM, consulte:

Hemograma no segundo trimestre

O hemograma completo permite avaliar:

  • Hemoglobina;
  • Hematócrito;
  • Hemácias;
  • Índices hematimétricos;
  • Leucócitos;
  • Plaquetas.

Durante a gravidez ocorre aumento do volume plasmático, o que modifica a interpretação de hemoglobina e hematócrito.

Durante o segundo trimestre, a expansão do volume plasmático pode reduzir fisiologicamente a concentração de hemoglobina, mas nem toda queda deve ser atribuída apenas à gestação. No guia sobre anemia na gravidez, explicamos como relacionar hemoglobina, VCM, ferritina e deficiência de ferro.

Por isso, considero inadequado analisar os números simplesmente comparando a gestante com valores utilizados fora da gravidez, sem considerar a fisiologia gestacional.

Uma nova avaliação do hemograma pode ocorrer próximo ao final do segundo trimestre ou início do terceiro, além de poder ser antecipada quando existem sintomas ou alterações anteriores.

Para aprofundar outros exames sanguíneos, consulte nosso hub de Exames de Hematologia.

Ferritina é obrigatória no segundo trimestre?

Não necessariamente.

A ferritina ajuda a avaliar as reservas de ferro e pode acrescentar informação importante na investigação de deficiência de ferro.

Ela e a hemoglobina, porém, não respondem exatamente à mesma pergunta.

Uma gestante pode apresentar redução das reservas de ferro antes de desenvolver anemia evidente no hemograma.

Portanto, ferritina pode ser particularmente útil quando existe:

  • Anemia;
  • Suspeita de deficiência de ferro;
  • Alteração hematológica anterior;
  • Maior risco de deficiência;
  • Dúvida na interpretação do hemograma.

Exame de urina e urocultura

O EAS ou urina tipo 1 e a urocultura possuem funções diferentes.

O EAS pode fornecer informações como:

  • Leucócitos;
  • Hemácias;
  • Nitrito;
  • Proteínas;
  • Glicose;
  • Características físicas e químicas da urina.

Já a urocultura procura identificar crescimento bacteriano significativo.

Essa distinção é importante porque uma gestante pode apresentar bacteriúria mesmo sem sintomas urinários.

A investigação costuma começar no início da gravidez. Durante o segundo trimestre, a necessidade de repetir os exames depende do histórico, sintomas, resultados anteriores e protocolo adotado.

HIV e sífilis precisam ser repetidos no segundo trimestre?

Não existe uma regra de que ambos obrigatoriamente tenham de ser repetidos em determinada semana do segundo trimestre para todas as gestantes.

No acompanhamento brasileiro, novas testagens têm especial importância posteriormente na gravidez e no parto.

Entretanto, ausência de exame anterior, nova exposição de risco ou uma situação clínica específica podem justificar testagem em outro momento.

Esse é mais um exemplo de por que o cronograma precisa ser individualizado.

E o NIPT no segundo trimestre?

O NIPT/cfDNA pode ser realizado mais cedo na gestação e não precisa ser repetido apenas porque a gestante chegou ao segundo trimestre.

O exame estima o risco de determinadas alterações cromossômicas, principalmente trissomias 21, 18 e 13.

É importante diferenciar:

rastreamento ≠ diagnóstico.

Além disso, um NIPT de baixo risco não substitui o ultrassom morfológico, porque os dois exames avaliam aspectos diferentes.

Quando nosso novo guia estiver publicado, este será um dos links internos mais importantes desta seção:

NIPT na Gravidez: Quando Fazer, O Que Detecta e Como Interpretar

Ecocardiograma fetal é obrigatório?

Não.

O ecocardiograma fetal é uma avaliação especializada do coração do bebê.

Sua indicação pode ocorrer em situações específicas, como:

  • Suspeita de alteração cardíaca no ultrassom;
  • Determinados fatores maternos;
  • Algumas alterações genéticas;
  • Histórico familiar relevante;
  • Outras situações de maior risco.

Portanto, não deve ser apresentado como exame obrigatório para toda gestante.

Também não deve ser confundido com a avaliação cardíaca, que já faz parte do ultrassom morfológico.

Doppler é necessário em toda gravidez?

Não.

A ultrassonografia com Doppler pode fornecer informações muito importantes sobre circulação materna e fetal em situações específicas.

Entretanto, sua utilização depende da indicação clínica e obstétrica.

Uma gestação de baixo risco não precisa ser transformada artificialmente em uma gestação de alto risco apenas aumentando a quantidade de exames realizados.

Pressão arterial continua importante no segundo trimestre

Esse foi outro ponto do segundo artigo que vale incorporar.

Embora não seja um exame laboratorial, a pressão arterial deve continuar sendo acompanhada nas consultas de pré-natal.

Alterações hipertensivas podem surgir ao longo da gravidez.

Dependendo da pressão, sintomas e fatores de risco, o profissional poderá solicitar exames adicionais, incluindo:

  • Hemograma e plaquetas;
  • Função renal;
  • Função hepática;
  • Avaliação de proteinúria;
  • Outros testes conforme o quadro.

Portanto, os exames laboratoriais nunca substituem a avaliação clínica realizada durante a consulta.

Exames da tireoide precisam ser repetidos?

Não existe uma regra de que toda gestante precise repetir TSH e T4 livre no segundo trimestre.

A necessidade depende de fatores como:

  • Doença tireoidiana conhecida;
  • Alteração anterior;
  • Uso de medicação;
  • Sintomas;
  • Fatores de risco;
  • Estratégia de acompanhamento.

Quando existe uma doença tireoidiana durante a gravidez, frequência de monitoramento e interpretação precisam considerar especificamente o contexto gestacional.

Exames complementares podem ser necessários?

Sim.

Dependendo dos resultados anteriores e dos riscos identificados, podem ser solicitados exames como:

  • Ecocardiograma fetal;
  • Doppler;
  • Amniocentese;
  • Exames genéticos diagnósticos;
  • Avaliações de função renal ou hepática;
  • Proteinúria;
  • Exames hematológicos específicos;
  • Outros testes.

Esses exames possuem indicações próprias e não fazem parte obrigatoriamente da rotina de todas as gestações.

Preciso fazer todos os exames exatamente na semana indicada?

Não.

Existem janelas em que determinados exames possuem melhor utilidade.

O morfológico, por exemplo, possui uma janela apropriada para avaliação anatômica.

O TOTG tem seu principal período entre 24 e 28 semanas.

Outros testes podem ser antecipados, repetidos ou acrescentados conforme a situação.

Portanto, não interprete um cronograma como uma agenda rígida.

O que levar para a consulta de pré-natal?

Eu incorporaria também esta parte prática do segundo artigo.

Sempre que possível, leve:

  • Resultados laboratoriais anteriores;
  • Laudos de ultrassonografia;
  • Documentação do pré-natal;
  • Carteira ou registro de vacinação;
  • Relação dos medicamentos e suplementos em uso;
  • Resultados de exames realizados em outros serviços.

Isso permite comparar resultados ao longo do tempo e evita repetição desnecessária de exames.

Para uma visão mais ampla de todas as etapas, consulte nosso guia de exames do pré-natal completo.

Checklist do segundo trimestre

Entre aproximadamente 18 e 24 semanas

Ultrassom morfológico

Avaliação detalhada da anatomia e do desenvolvimento fetal.

Cervicometria

Pode ser realizada conforme protocolo e avaliação do risco de parto prematuro.

Entre 24 e 28 semanas

TOTG com 75 g

Investigação do diabetes gestacional, quando aplicável.

Gestante Rh negativo

Coombs indireto

Pode precisar de acompanhamento conforme o resultado anterior e protocolo.

Gestante suscetível à toxoplasmose

Toxoplasmose IgG/IgM

Pode ser repetida conforme a estratégia de acompanhamento.

Conforme indicação individual

Também podem ser necessários:

  • Hemograma;
  • Ferritina;
  • EAS;
  • Urocultura;
  • Sorologias;
  • TSH e T4 livre;
  • Doppler;
  • Ecocardiograma fetal;
  • Avaliações genéticas;
  • Outros exames específicos.

Em qual semana da gravidez estou?

Como alguns exames possuem janelas relativamente específicas, conhecer corretamente a idade gestacional é importante.

O Saúde Diagnóstica possui uma ferramenta para estimar semanas e dias de gestação e a data provável do parto:

Calculadora de Semanas de Gestação

Quando existe diferença entre a idade gestacional calculada pela DUM e a estimada por ultrassonografia, a datação deve seguir critérios obstétricos apropriados.

O que acontece depois do segundo trimestre?

Ao chegar próximo da 28ª semana, começa a transição para a etapa final da gestação.

Alguns exames serão repetidos, outros serão solicitados pela primeira vez e o acompanhamento obstétrico tende a se tornar mais frequente.

Para continuar o cronograma, consulte:

Exames do Terceiro Trimestre da Gravidez: Quais Fazer e Quando

Conclusão

Os exames do segundo trimestre da gravidez possuem objetivos diferentes e complementares.

O ultrassom morfológico permite uma avaliação detalhada da anatomia fetal, enquanto o TOTG entre 24 e 28 semanas investiga alterações glicêmicas relacionadas ao diabetes gestacional.

Gestantes Rh negativo podem precisar continuar o acompanhamento com Coombs indireto, mulheres suscetíveis à toxoplasmose podem necessitar de novas sorologias e exames como hemograma, ferritina, EAS e urocultura podem ser solicitados conforme o histórico e o protocolo utilizado.

Além disso, avaliações como cervicometria, Doppler e ecocardiograma fetal possuem funções específicas e não devem ser apresentadas como obrigatórias para todas as gestações.

Do ponto de vista laboratorial, considero que a melhor pergunta não é:

“Quantos exames eu preciso fazer?”

e sim:

“Quais exames fazem sentido para esta gestação, neste momento e para qual pergunta clínica?”

O objetivo do pré-natal não é produzir a maior quantidade possível de resultados. É obter informações confiáveis, no momento adequado, com coleta correta e interpretação contextualizada.

Para acompanhar toda a sequência de exames, calculadoras e conteúdos desta fase, visite nossa área de Gestação.

Dúvidas frequentes sobre os exames do segundo trimestre da gravidez

Entre os principais exames estão o ultrassom morfológico do segundo trimestre e o TOTG com 75 g entre 24 e 28 semanas. Gestantes Rh negativo podem precisar repetir o Coombs indireto, enquanto gestantes suscetíveis à toxoplasmose podem realizar nova sorologia. Outros exames dependem dos resultados anteriores, fatores de risco e acompanhamento individual do pré-natal.

O ultrassom morfológico do segundo trimestre costuma ser realizado aproximadamente entre 18 e 24 semanas. Alguns protocolos concentram a realização entre 20 e 24 semanas. A melhor data deve seguir a orientação do profissional responsável pelo pré-natal e o protocolo utilizado pelo serviço.

Um dos principais exames é o Teste Oral de Tolerância à Glicose com 75 g (TOTG), geralmente realizado entre a 24ª e a 28ª semana da gravidez. O teste avalia a resposta da glicose após a ingestão de uma solução padronizada e é utilizado na investigação do diabetes gestacional.

Veja também: Teste de Tolerância à Glicose na Gravidez (TOTG) .

Não. Nem todos os exames do primeiro trimestre precisam ser repetidos automaticamente no segundo trimestre. A repetição depende dos resultados anteriores, da idade gestacional, dos fatores de risco, de sintomas, de doenças maternas e do protocolo de acompanhamento utilizado no pré-natal.

Confira também: Exames do Primeiro Trimestre da Gravidez .

Não necessariamente. A repetição do Coombs indireto nessa fase é especialmente importante para gestantes com fator Rh negativo cujo exame anterior apresentou resultado negativo.

Um resultado positivo indica a presença de anticorpos eritrocitários maternos e precisa ser avaliado de acordo com o tipo de anticorpo identificado e sua relevância clínica.

Saiba mais em: Coombs Indireto: resultado positivo e negativo .

Pode ser necessário, mas a frequência depende do acompanhamento. O hemograma pode ser repetido conforme o protocolo do pré-natal ou antecipadamente quando existe anemia, suspeita de deficiência de ferro, sangramento, sintomas ou alguma alteração hematológica identificada anteriormente.

Uma nova avaliação costuma ganhar importância na transição para o terceiro trimestre.

Veja também: Exames de Hematologia .

Não. O ultrassom morfológico é um exame de rastreamento muito importante para avaliar a anatomia fetal, mas não consegue excluir todas as possíveis alterações.

A capacidade de identificação depende do tipo de alteração, da idade gestacional, da posição fetal, das condições do exame, do equipamento utilizado e de outros fatores. Quando existe alguma suspeita, exames complementares podem ser indicados.

Depende do resultado anterior. Gestantes consideradas suscetíveis à toxoplasmose, especialmente quando apresentam IgG não reagente, podem precisar repetir a sorologia durante a gestação conforme o protocolo de acompanhamento.

A estratégia é diferente quando os exames anteriores demonstram evidência de infecção passada e imunidade.

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  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Linha de Cuidado do Pré-Natal de Baixo Risco: planejamento terapêutico. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/pre-natal-baixo-risco/unidade-de-atencao-primaria/planejamento-terapeutico/ . Acesso em: 22 ago. 2026.
  3. EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES (EBSERH). Maternidade-Escola Assis Chateaubriand. Ultrassom Morfológico do Segundo Trimestre: Protocolo PRO.UOBT.006, versão 2. Fortaleza: EBSERH, 2025. Disponível em: Protocolo de Ultrassom Morfológico do Segundo Trimestre . Acesso em: 22 ago. 2026.
  4. SALOMON, L. J.; ALFIREVIC, Z.; BERGHELLA, V.; et al. ISUOG Practice Guidelines (updated): performance of the routine mid-trimester fetal ultrasound scan. Ultrasound in Obstetrics & Gynecology, v. 59, n. 6, p. 840-856, 2022. Disponível em: https://www.isuog.org/ . Acesso em: 22 ago. 2026.
  5. AMERICAN COLLEGE OF OBSTETRICIANS AND GYNECOLOGISTS (ACOG). Ultrasound Exams. Washington, DC: ACOG. Disponível em: https://www.acog.org/womens-health/faqs/ultrasound-exams . Acesso em: 22 ago. 2026.
  6. AMERICAN COLLEGE OF OBSTETRICIANS AND GYNECOLOGISTS (ACOG). Routine Tests During Pregnancy. Washington, DC: ACOG. Disponível em: https://www.acog.org/womens-health/faqs/routine-tests-during-pregnancy . Acesso em: 22 ago. 2026.
  7. AMERICAN COLLEGE OF OBSTETRICIANS AND GYNECOLOGISTS (ACOG). Current ACOG Guidance: Non-Invasive Prenatal Testing. Washington, DC: ACOG. Disponível em: https://www.acog.org/advocacy/policy-priorities/non-invasive-prenatal-testing/current-acog-guidance . Acesso em: 22 ago. 2026.
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